MATO GROSSO DO SUL

Mato
Grosso do Sul é uma das 27 unidades federativas do Brasil.
Está localizado na região Centro-Oeste e sua capital
é a cidade de Campo Grande. Tem como bebida típica
o tereré (semelhante ao chimarrão, porém
frio), tomado nos encontros entre amigos e familiares.
O estado constituía a parte meridional do estado do
Mato Grosso, do qual foi desmembrado por lei complementar de
1977. Uma parte do antigo estado estava localizado dentro da
Amazônia legal, cuja área, que antes ia até
o paralelo 16, se estendeu mais para o sul, a fim de beneficiar
com seus incentivos fiscais a nova unidade da federação.
LOCALIZAÇÃO
O estado de Mato Grosso do Sul está localizado no sul
da região Centro-Oeste do Brasil e tem como limites Goiás
ao nordeste, Minas Gerais ao leste, Mato Grosso ao norte, Paraná
ao sul, São Paulo ao sudeste, Paraguai ao oeste e sul
e a Bolívia ao noroeste.
Ocupa uma superfície de 358.159 km², e é
ligeiramente maior que a Alemanha.
GEOLOGIA
O arcabouço geológico do Mato Grosso do Sul é
formado por três unidades geotectônicas distintas:
a plataforma amazônica, o cinturão metamórfico
Paraguai-Araguaia e a bacia sedimentar do Paraná. Sobre
essas unidades, visualizam-se dois conjuntos estruturais. O
primeiro, mais antigo, com dobras e falhas, está localizado
em terrenos pré-cambrianos, e o segundo, em terrenos
fanerozóicos, na bacia sedimentar do Paraná.
Não ocorrem grandes altitudes nas duas principais formações
montanhosas, as serras da Bodoquena e de Maracaju, que formam
os divisores de águas das bacias do Paraguai e do Paraná.
As altitudes médias do estado ficam entre 200 e 600m.
O planalto da bacia do Paraná ocupa toda a porção
leste do estado. Constitui uma projeção do planalto
Meridional, grande unidade de relevo que domina a região
sul do país. Apresenta extensas superfícies planas,
com 400m a 1.000m de altitude. Já a baixada do rio Paraguai,
domina a região oeste, com rupturas de declives ou relevos
residuais, representados por escarpas e morrarias.
Estendendo-se por uma vasta área de noroeste do estado,
a baixada do rio Paraguai é parte da grande depressão
que separa, no centro do continente, o planalto Brasileiro,
a leste, da Cordilheira dos Andes, a oeste. Sua maior porção
é formada por uma planície aluvial sujeita a inundações
periódicas, a planície do Pantanal, cujas altitudes
oscilam entre 100 e 200m. Em meio à planície do
Pantanal ocorrem alguns maciços isolados, como o de Urucum,
com 1.160m de altitude, próximo à cidade de Corumbá.
CLIMA
Na maior parte do território do estado predomina o clima
do tipo tropical, com chuvas de verão e inverno seco,
caracterizado por médias termométricas que variam
entre 26o C na baixada do Paraguai e 23o C no planalto. A pluviosidade
é de aproximadamente 1.500mm anuais. No extremo meridional
ocorre o clima tropical de altitude, em virtude de uma latitude
um pouco mais elevada e do relevo de planalto. A média
térmica é pouco superior a 20o C, com queda abaixo
de 18o C no mês mais frio do ano. Observa-se o mesmo regime
de chuvas de verão e inverno seco, e a pluviosidade anual
é, também, de 1.500mm.
HIDROGRAFIA
O território estadual é drenado pelos sistemas
dos rios Paraná, sendo seus principais afluentes os rios
Sucuriú, Verde, Pardo e Ivinhema, a leste, e Paraguai,
cujos principais afluentes são os rios Aquidauana e Miranda,
a oeste. Pelo Rio Paraguai escoam as águas da planície
do Pantanal e terrenos periféricos. Na baixada, produzem-se
anualmente inundações de longa duração.
A linha da divisa com o estado de Mato Grosso segue limites
naturais formados por vários rios.
VEGETAÇÃO
Os cerrados recobrem a maior parte do estado.
Na planície aluvial do Pantanal surge o chamado complexo
do Pantanal, revestimento vegetal em que se combinam cerrados
e campos, com predominância da vegetação
de campos. Os campos, que constituem cinco por cento da vegetação
do estado, ocupam ainda uma pequena área na região
de Campo Grande.
Já na extrema costa leste sul-matogrossense, há
resquícios de Mata Atlântica às margens
do rio Paraná.